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Guandu dos Saberes: projeto conclui pesquisa socioambiental em comunidades pesqueiras e ribeirinhas

30 de jul.
2 min de leitura


Moradores de comunidades pesqueiras e ribeirinhas, dos municípios de Nova Iguaçu e Seropédica, participaram do projeto Guandu dos Saberes, iniciativa realizada pela ECOS – Espaço, Cidadania e Oportunidades Sociais, com financiamento da Cedae. A proposta foi construir um diagnóstico socioterritorial participativo sobre as relações sociais, ambientais e econômicas estabelecidas no território da Bacia do Guandu. A pesquisa foi concluída em julho e o resultado será publicado no último trimestre de 2026, o que deve contribuir para futuras ações sociais, colaborando para as políticas públicas que abrangem a região.


A pesquisa fez um levantamento censitário, com visitas domiciliares, mapeamento participativo e a análise integrada de informações sociais e ambientais. A proposta é unir conhecimento técnico e saberes tradicionais para compreender melhor as características e os desafios de cada território. As atividades iniciaram, em março de 2026, com o processo de escuta dos moradores. Desde então, as equipes passaram pelas comunidades para reunir informações e conhecer de perto a realidade das famílias, contando também com a participação de lideranças e associações de pescadores.

Um dos diferenciais do Guandu dos Saberes é justamente o protagonismo das comunidades na construção do diagnóstico. A metodologia previa a contribuição dos próprios moradores para identificar características, conflitos, potencialidades e diferentes formas de relação com o território, transformando esses conhecimentos em informações, que irão auxiliar futuras ações e políticas públicas", diz Eliane Lima, coordenadora de projetos da ECOS.

O projeto contemplou as comunidades Jardim das Acácias, Lagoinha, Aliança e Ipiranga II, além de áreas

do entorno dos rios Queimados, Ipiranga e Guandu e das lagoas Pequena e Grande. O público envolvido, especialmente, pescadores artesanais, mulheres que atuam na cadeia produtiva da pesca e moradores que vivem próximos aos cursos d’água e às áreas de captação da Cedae. A pesquisa dedicou atenção especial às mulheres pescadoras, buscando dar visibilidade ao trabalho desenvolvido por elas dentro da cadeia produtiva da pesca artesanal e compreender os impactos das condições sociais e ambientais sobre suas atividades.


Após a etapa de campo, os dados coletados passaram por organização e análise. As informações estão sendo organizadas de modo que integre um painel de análise destinado a reunir dados socioeconômicas, ambientais, de saneamento e relacionadas à economia da pesca.

Agora, o projeto entra em uma nova etapa, voltada à consolidação do diagnóstico, à produção editorial e à preparação de um livro que reunirá os resultados do trabalho, além de histórias e registros das comunidades participantes. Também está previsto um seminário para apresentação dos resultados e uma devolutiva direta às comunidades que contribuíram para a construção da pesquisa", explica a coordenadora da ECOS.

Mais do que reunir dados, o "Guandu dos Saberes" buscou registrar a relação das comunidades com o território e fortalecer a participação de quem vive diariamente às margens dos rios e lagoas da Bacia do Guandu. O projeto "Guandu dos Saberes" foi vencedor do edital socioambiental da Cedae, que se conecta à agenda de sustentabilidade devido à importância de preservar a qualidade ambiental do complexo lagunar do Guandu, que impacta diretamente a captação e o tratamento de água para a população que mora no entorno da bacia hidrográfica.


Para saber mais sobre fomento a projetos socioambientais da Cedae, acesse: https://www.cedae.com.br/cedaesustentavel. Se você deseja conhecer a atuação da organização social ECOS, acesse www.ecosbrasil.org.










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